O setor de florestas plantadas apresentou um crescimento de 20% na balança comercial em 2021.

As florestas desempenham um papel importante no desenvolvimento econômico e social do país. A estimativa é de que o setor de base florestal atue em seis cadeias produtivas e seja responsável por cerca de 4% do PIB brasileiro, além da geração de 6 milhões de empregos. 

O Brasil possui um território coberto por mais de 563 milhões de hectares. Quando falamos de florestas plantadas, 9,93 milhões de hectares foram mensurados em 2021, segundo o relatório da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).

A rica quantidade de florestas e o crescimento contínuo do setor levou o país a ser reconhecido mundialmente como um dos maiores fornecedores de commodities e produtos madeireiros provenientes de florestas plantadas. Prova disso é a sua liderança na exportação de celulose, que em 2021 chegou a US$6,7 bilhões. 

Mercado de florestas plantadas em expansão

Na contramão de segmentos da economia que foram retraídos nos últimos 2 anos, o setor florestal apresenta constante crescimento, o que confere grande potencial dentre as opções de investimentos para 2023. 

Conforme o relatório da Ibá, o valor bruto da produção da cadeia produtiva florestal em 2021 foi de R$244,6 bilhões. Em dados percentuais, cresceu 7,5%, superando a evolução do PIB nacional, que em 2021 foi de 4,6%.

A demanda crescente dos produtos de origem florestal, como celulose, papel, painéis, pisos laminados, serrados e compensados, foi a grande responsável por este crescimento da produção, como também pelo volume exportado no mesmo ano.

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Além disso, a representatividade do setor na balança comercial também é expressiva. Em 2021, o saldo foi de US$10,7 bilhões, apresentando um crescimento de 20% em relação a 2020. 

Valorização da madeira

Estudos apontam que a demanda por madeira legalizada das florestas plantadas é tão expressiva que para atender aos diversos setores da economia, seria necessário reflorestar aproximadamente 50 mil hectares por ano. Porém, números apontam que os plantios representam somente cerca de 3 mil hectares/ano.

Já em relação aos preços, a procura e a escassez refletem na valorização e no preço comercializado. De acordo com o relatório da Ibá, em 2021 o índice de preços dos segmentos de madeira compensada, serrada, painéis de madeira e pisos laminados subiu mais de 20%.

Em 2022, a The International Tropical Timber Organization (ITTO), organização que promove o manejo sustentável, a conservação das florestas tropicais, a expansão e a diversificação do comércio internacional de madeira dura tropical, divulgou a valorização de várias madeiras tropicais adquiridas pelo mercado internacional, como a de Mogno Africano, por exemplo. 

Segundo o relatório, a madeira de Mogno Africano seca ao ar livre, que em 2009 era comercializada por 595 euros o m³, passou a ser negociada a 1239 euros o m³ em 2022, resultando em um aumento anual de 5,8%. Além disso, durante o período (2009 a 2022), a valorização no preço da madeira de Mogno Africano foi de 108,24% no mercado internacional, mostrando um setor cada vez mais aquecido.

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Florestas plantadas: tendência de investimento para 2023

Com números tão favoráveis e vários benefícios atrelados ao seu cultivo, a viabilidade comercial das florestas plantadas tornam-se atrativas em relação aos demais investimentos no mercado.

Baseando-se no comportamento do mercado mundial e na valorização da madeira de Mogno Africano, as florestas plantadas desta espécie apresentam grande potencial para investidores.

O IBF promove o investimento em florestas plantadas de Mogno Africano através Polo Florestal de Minas Gerais, um complexo de áreas que hoje já conta com mais de 300 participantes.

O modelo de negócio permite que qualquer pessoa possa se tornar um investidor em florestas plantadas de Mogno Africano, mesmo sem ter terras ou qualquer conhecimento e estrutura para o plantio e gestão florestal.

No Polo Florestal são disponibilizados lotes para plantio, onde o  investidor torna-se dono de uma área pré-avaliada com todos os requisitos de aptidão para o cultivo do Mogno Africano. A terra é passada para o nome do investidor com matrícula individualizada, permitindo que cada proprietário tenha autonomia sobre a terra e a floresta.

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Observação: as informações presentes neste artigo foram obtidas em Janeiro/2023.